Se o Fusion Hybrid falasse, “bem vindo ao futuro”, certamente essas seriam suas primeiras palavras. A versão híbrida do sedã médio-grande da Ford acaba de desembarcar no Brasil para dar início à nova era de veículos (automóveis e utilitários), que não bebem apenas gasolina, álcool ou diesel.

Mas que também se alimentam de eletricidade. E jogam muito menos fumaça no ar. O Jornal do Automóvel teve a oportunidade de dirigir o Fusion Hybrid no trânsito pesado de São Paulo.

O Fusion Hybrid impressiona logo no primeiro contato pelo silêncio. Ao virar a chave na ignição, o carro nem parece que está ligado. Só mesmo uma luzinha verde no canto do quadro de instrumentos dá a pista. Com o pé leve no acelerador, o modelo permanece deste jeito. O indicador “Eco” no painel mostra que o modelo opera só no modo elétrico enquanto o carro encara o para e anda da capital paulista, sem conseguir ultrapassar os 40 km/h.

Mas quando o motorista precisa de mais agilidade, o motor a combustão  entra em cena quase que prontamente. Ao pisar mais forte no pedal do acelerador, o ronco do motor 2.5 Duratec dá as boas vindas e garante força para ultrapassagens e também nos trechos de subida. Nas frenagens constantes, o indicador da carga da bateria mostra uma setinha superior, o que significa que o sistema de freios regenerativos está alimentando as baterias.

No mais, a mesma boa dirigibilidade e conforto conhecidos do Fusion. Beneficiados ainda pela direção elétrica e pelo câmbio do tipo CVT, que entrega um desempenho linear, sem trancos ou buracos entre uma marcha e outra. A montadora informa que o Fusion Hybrid vai de  zero a 100 km/h em 9,1 segundos. O motor elétrico pode atuar sozinho até os 70 km/h, mas até essa marca ele também pode atuar em conjunto com o motor a gasolina.

De acordo com a montadora do oval azul, o consumo de combustível do Fusion Hybrid é de 18,4 km/l na estrada e 16,4 km/l na cidade. O gasto é 9% inferior ao do Ford Ka 1.0 (19 km/l e 15 km/l) e até 52% menor do que o Fusion convencional, informam os dados da fabricante. Além do motor elétrico, os números devem ser atribuídos à nova caixa CVT que comanda as trocas do motor elétrico e a combustão de forma eficaz e mais macia, quase imperceptível.

A força na frenagem também influencia diretamente no sistema híbrido do Fusion, pois os freios são regenerativos e recuperam até 94% da energia gasta para recarregar as baterias. O único problema da tecnologia é o preço.

Enquanto o Hybrid custa R$ 133,9 mil, a versão convencional “básica” sai por R$ 82.160 – são mais de R$ 50 mil de diferença no preço final. O Fusion híbrido é um carro à frente do nosso tempo.