A primeira imagem que vem à mente quando nos deparamos com o carro-conceito Egochine B, não há como negar, que é a de um barbeador. Concebido pelo “designer” italiano, Paolo di Giusti, o veículo impressiona pelo visual insólito e pela originalidade.

Di Giusti, no entanto, garante que a inspiração tem origem em luxuosos esportivos do passado, como o Isotta Fraschini. De acordo com o “designer” italiano, o Egochine B é uma evolução de seu primeiro carro-conceito, o Egochine, criado para disputar a segunda edição do Concurso de Design da Peugeot, realizado em 2002, e que teve como vencedor o projeto 4002, do alemão Stefan Schulze.

O trabalho de Di Giusti foi um dos finalistas do concurso. O Egochine B, por sua vez, une luxo e agressividade, e acrescenta a tudo isso um perfil, digamos, mais egoísta de prazer ao dirigir, como o próprio nome do protótipo adianta.

A carroceria do Egochine B, por sua vez, é estreita e traz o assento do motorista na extremidade posterior, sobre a roda traseira. Paolo di Giusti reside em Olevano Romano, perto de Roma, e é formado em Design de Produto pela Universidade La Sapienza, de Roma. Seus projetos não se limitam à área automotiva.

Motos esportivas, canetas e óculos também são temas recorrentes dos trabalhos dele. Visualmente, o conceito de Di Giusti tem dois motores elétricos opulentos no eixo dianteiro, entre as rodas.

O conjunto motriz é alimentado por células de hidrogênio, mostrando que o projeto está em dia com a atual tendência de sustentabilidade que impera na indústria automobilística. É os tempos são outros. Muita imaginação e muita ousadia sobre rodas.