O depoimento do publicitário Duda Mendonça à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios deverá ser a portas fechadas. O presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), disse que o caso está sendo analisado pela assessoria jurídica, uma vez que os parlamentares devem questioná-los sobre documentos sigilosos.

"Vamos analisar como será feito esse depoimento. Em se tratando de dados sigilosos não podemos abrir", informou. O depoimento deverá ser realizado na próxima quarta-feira. Os documentos sobre a conta de Duda no exterior estão no Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça.

Só podem ter acesso aos documentos o presidente da comissão, senador Delcídio Amaral (PT-MS), o relator, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) e os relatores-adjuntos, deputados Eduardo Paes (PSDB-RJ) e Maurício Rands (PT-PE). São oito caixas, que foram remetidas pela Justiça norte-americana, com 15 mil transações financeiras.

Em depoimento à comissão no ano passado, Duda disse ter recebido R$ 10,5 milhões em conta no exterior como pagamento de parte dos serviços prestados ao PT. A CPI analisa agora se há novos valores e contas. Na última semana, o relator chegou a afirmar que a documentação apresentava "discrepâncias" entre as declarações de Duda à CPI e o que está sendo analisado.

De acordo com compromisso firmado com a justiça americana, os dados só poderão ser divulgados no relatório final, que deverá ser apresentado em 21 de março. O presidente da CPI disse ainda que esta tarde deverá receber da assessoria técnica novo cruzamento de informações.