De fato, o Chevrolet Classic merece o nome que tem. Clássico, de acordo com os dicionários, é aquilo que não muda com o passar do tempo.

Aos 14 anos de idade, o Classic além de tudo é um campeão de vendas. Por isso na versão 2011 a GMB introduziu leves mudanças em seu “design” externo, para privilegiar sua boa relação custo/benefício.

No mercado desde 1995, o Classic ultrapassou em março deste ano a marca de 1 milhão de unidades vendidas.

Com isso, o modelo se tornou o terceiro sedã mais emplacado na história do Brasil.

Está atrás apenas do Fusca, com 3.150.000 unidades, e do Chevette, com 1.065.113 emplacamentos.

E a estratégia da montadora é bem clara para o Classic 2011: gastar pouco com produção, manter o preço baixo e satisfazer consumidores que buscam um sedã barato e de manutenção simples. O Classic 2011 não passou por cirurgia plástica profunda.

A dianteira ganhou novos faróis, o capô tem linhas mais agudas e o pára-choque, novo desenho.

A grade com uma barra cromada se alinha à identidade visual da GM pelo mundo.

Nas laterais, os pára-lamas receberam repetidores de pisca e frisos. Maçanetas e retrovisores vêm pintados na cor da carroceria.

Na traseira, o Classic 2011 ganhou novas lanternas, que invadem a tampa do porta-malas.

E o pára-choque traseiro também ganhou novo formato. E internamente, leves mudanças para não encarecer o custo de produção do modelo.

A posição de dirigir não é das melhores. Seu volante não tem ajustes de posição e continua desviado em relação ao condutor.

E seu habitáculo tem espaço para quatro adultos, mas em trajetos longos pode aparecer desconforto.

Seu porta-malas de 390 litros agrada. A manopla de câmbio tem engates que carecem de precisão. A versão LS avaliada pelo Jornal do Automóvel, era equipada com motor VHCE de quatro cilindros em linha 1.0 litro tem 78 cv de potência a 6.400 rpm, quando abastecido com álcool.

Em trecho urbano, sem muitas subidas, o Classic 2011 não apresentou problemas. Mas nas ultrapassagens foi necessário exigir um pouco mais do motor, pisando fundo no acelerador.

Mas em trecho de serra seu motor demorou um pouco para recuperar o fôlego, uma vez que os fracos 9,7 kgfm de torque aparecem em giros elevados, a 5.200 rpm. Por isso é preciso esticar os giros para alcançar o desempenho necessário.

O resultado foi uma constante mudanças de marchas, e uma condução barulhenta, que sacrifica o consumo de combustível. Mas nada de desempenho e esportividade.

Mas é bom lembrar que o Classic é um modelo 1.0 voltado ao consumidor que busca carro barato e com bom espaço. E está dentro daquilo que se propõe. Transportar em segurança e conforto seus proprietários, no dia-a-dia, sem nenhum apelo esportivo. (BN)

Ficha técnica

Motor: Dianteiro, transversal,
4 cilindros em linha,
8 válvulas, comando simples (SOHC), injeção eletrônica, gasolina e etanol
Cilindrada: 999 cm³
Potência: 77 cv (G) a 6.400 rpm e 78 cv (A) a 6.400 rpm
Torque: 9,5 kgfm (G) a 5.200 rpm e 9,7 kgfm (A) a 5.200 rpm
Compressão: 12,6:1
Câmbio: Manual, de 5 marchas
Compr.: 4,15 m
Largura: 1,76 m
Altura: 1,43 m
Entre-eixo: 2,44 m
Porta-malas: 390 litros
Suspensão: Independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos na dianteira, e semi-independente com braços oscilantes, molas tipo barril progressivas, amortecedores hidráulicos na traseira.
Freios: Discos, na dianteira, e tambor, atrás.
Tanque: 54 litros
Aceleração: de 0 (zero) a 100 km/h em 13,6 s (A) e 13,9 s (G)
Velocidade: 166 km/h (A) e 165 km/l (G) de acordo com a GMB
Preç,o sugerido: R$ 28.294,00