Hoje a frota nacional é composta de 20% de motocicletas, ou mais de 15 milhões de unidades, de acordo com dados da Abraciclo de abril de 2010. Com tantas motos em circulação, faço o seguinte questionamento: as vias brasileiras também estão sendo preparadas para atender o grande tráfego de motocicletas?
A atenção a esse veículo tem de ser séria e levada em consideração no projeto e na definição das vias de circulação, para evitar acidentes e minimizar suas conseqüências.
O número de motociclistas envolvidos em acidentes de trânsito fatais faz parte de uma estatística assustadora. Só em 2010 representaram 8 mil. Claro que as causas dos acidentes envolvem diversos fatores, não só as vias, mas o efeito desses acidentes, do ponto de vista econômico, pode chegar ao astronômico valor de 5% do PIB nacional quando considerados todos os custos envolvidos.
Portanto, as ruas, avenidas e estradas devem estar preparadas para todos os tipos de veículos e devem ser pensadas por especialistas para dar maior segurança aos usuários e pedestres.
O poder público também tem de assumir o seu papel e fiscalizar novas construções para que sejam bem feitas, além de agir no sentido de coibir as alterações em calçadas e vias públicas feitas sem autorização, e de maneira que prejudica a segurança e a vida de pedestres e usuários de veículos motorizados ou não.