Um australiano que saiu de uma discoteca em Bali minutos antes das explosões que mataram mais de 200 pessoas em 2002 escapou por pouco novamente de uma explosão no metrô de Londres.
Trent Mongan, que trabalha no Sri Lanka mas está em visita à Grã-Bretanha, contou a uma TV de Sydney que ele e um amigo deveriam encontrar-se com uma amiga na estação de King´Cross – uma das várias atingidas pelos atentados em série desta manhã.
"Eu saí do Sari Club em Bali 10 minutos antes do atentado… A qualquer lugar para onde você vá atualmente há atentados terroristas. Para onde vai esse mundo?", comentou Mongan.
Ele descreveu o cenário em King´s Cross, um dos mais movimentados entroncamentos do metrô londrino, como "um amontoado de cadáveres" na plataforma junto aos trilhos, entre os quais pessoas circulavam, "algumas com sangue escorrendo da cabeça como se tivessem sido cortadas por vidro. Andavam a esmo, confusas".
Havia 88 australianos entre as 202 vítimas fatais das duas explosões simultâneas de bombas em discotecas de Bali em 12 de outubro de 2002. Um grupo terrorista asiático ligado à Al-Qaeda, o Jemaah Islamiyah, assumiu a autoria dos atentados.


