O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) recebeu, em março, 1.447 ligações de prefeituras de todo o país interessadas em inscrever pessoas no Cadastro Único e no Bolsa Família. O número de telefonemas superou o de fevereiro, que foi de 1.238. De acordo com o MDS, todas as informações estão on-line, mas muitos gestores municipais têm dúvidas para compreender as orientações disponibilizadas na internet.

A principal dúvida é sobre o cancelamento de benefícios. "Muitas famílias começam a ganhar mais de R$ 100, que é o limite máximo para permanecer no programa, e as prefeituras não sabem se devem bloqueá-las no Cadastro Único ou no Bolsa Família", disse a coordenadora de atendimento especializado do MDS, Leila Aquilino. O maior número de ligações veio dos estados de Minas Gerais, Bahia e São Paulo.

De acordo com Leila Aquilino, o Bolsa Família é um projeto que está rendendo mais benefícios do que os outros programas. "O objetivo é que as pessoas saiam dos outros programas remanescentes e mudem para o Bolsa Família, que tem um foco mais amplo", afirmou.

O programa Bolsa Família está presente em 5.533 municípios em todo o país e o Cadastro Único é uma forma de planejar essa divisão. Segundo o MDS, o Cadastro Único é um grande banco de dados que identifica as famílias que estão em situação de pobreza. De acordo com Leila Aquilino, a procura pelo cadastramento é grande porque os beneficiados pelo programa passam a ter maior poder de compra e isso faz melhorar a economia do município.