A emissão de gás carbônico no Brasil aumentou de 979 milhões de toneladas, em 1990, para 1,03 bilhão de toneladas em 1994. O desmatamento é o maior responsável por essa emissão, que chega a mais de 70%. Em menor quantidade, com 23%, vem o uso de combustíveis fósseis, especialmente no transporte e na indústria. Em 1994, o País emitiu 13,2 milhões de toneladas de gás metano, vindo principalmente (77%) da agricultura. As informações estão no inventário sobre a emissão de gases poluentes no Brasil, entre 1990 e 1994, apresentado hoje pelos ministros da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, da Casa Civil, José Dirceu, de Minas e Energia, Dilma Rousseff, e do Meio Ambiente, Marina Silva.

O documento será apresentado na 10ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-10), em Buenos Aires, onde o País vai reafirma seu compromisso com programas que reduzam a emissão de gases poluentes e colaborem com a diminuição do efeito estufa e do aquecimento do planeta. Países em desenvolvimento não têm, de acordo com a convenção do clima e com o Protocolo de Kyoto, compromissos de redução ou limitação de emissões de gases de efeito estufa.

O País também apresenta projetos de conservação de energia e que estimulem o uso de energias renováveis, como o Programa Nacional do Álcool. O Brasil, entretanto, vai mostrar em Buenos Aires que criou regras para implantar o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, proposto na Convenção de Kyoto. "Nós queremos contribuir para um esforço mundial de combate à emissão de gases de efeito estufa", disse Eduardo Campos, ressaltando que o Brasil é responsável por apenas 3% das emissões mundiais de gases.