A torcida do Atlético-PR ainda não se conformou com a decisão da Conmebol, que
mudou o local da primeira partida da final da Taça Libertadores da América, na
quarta-feira (dia 6), da Kyocera Arena, em Curitiba, para o Estádio Beira-Rio,
em Porto Alegre, e protestou neste domingo contra os dirigentes do São Paulo,
adversário da final, CBF e Conmebol, em uma manifestação, que reuniu, segundo a
Polícia Militar, cerca de 2 mil pessoas em frente ao estádio. Os 40.800
ingressos começarão a ser vendidos amanhã nas bilheterias da
Arena.

A decisão da Conmebol surpreendeu a diretoria atleticana. Através
da assessoria de imprensa, os dirigentes se limitaram a dizer que irão cumprir o
regulamento e jogar em Porto Alegre. Na tentativa de manter o jogo em seu
estádio, o clube iniciou obras emergenciais no estádio que ampliarão a
capacidade dos atuais 23 mil para 41 mil lugares, o que daria condições de
disputar a final.

Apesar da distância, a torcida organizada Os Fanáticos
promete chegar à capital gaúcha com 200 ônibus. Para o torcedor Joel Garcia,
prevaleceu a política sobre o futebol. Segundo ele, o São Paulo teve medo de
enfrentar o Atlético em sua casa. "Infelizmente houve politicagem, pois o
estádio estará pronto a tempo de jogar a final. O São Paulo tem medo de jogar
aqui, pois nunca ganhou", disse.

Para Hélio Lima, que costuma assistir
com sua família a todos os jogos da Arena, os direitos do Atlético foram
desprezados e a distância vai impedi-lo de torcer em campo. "A imprensa paulista
sempre desrespeita o Atlético e, além disso, sempre tem politicagem dos clubes
paulistas nos momentos de decisão".

Presente no protesto, Alex Kluck vai
reservar dinheiro para a viagem. "A decisão de mudar o jogo foi ridícula, foi
política da diretoria do São Paulo, que tem medo de vir aqui, pois jogar em casa
é diferente", disse. Caso viaje de ônibus, o torcedor deverá desembolsar entre
R$ 150,00 (convencionais) e R$ 300,00 (leitos) para uma viagem de ida e volta à
capital gaúcha.