Cho Seung-hui – autor do massacre na universidade de Virginia, nos Estados Unidos – não tinha amigos. Seu companheiro de quarto Andy, até tentou aproximar-se dele. Mas o estudante coreano era muito fechado. ‘Primeiro, eu achei que ele era muito tímido’, contou Andy (que não quis revelar seu sobrenome). Ele passava o dia inteiro sozinho, ficava bastante tempo no computador. Certa ocasião, Andy chamou Cho para ir a uma festa. Quando os dois ficaram um pouco bêbados, Cho resolveu se abrir. ‘Eu tenho uma namorada imaginária’, disse a Andy.

Segundo seu colega, Cho chamava sua namorada imaginária de Jelly – e ela o chamava de Spanky. O sul-coreano contou que ela era uma supermodelo. ‘Depois da história da namorada imaginária, percebemos que ele era doido mesmo’, disse Andy. Depois disso, ele presenciou a polícia do campus pedir para interrogar Cho, que estaria assediando duas meninas, em 2005.

Charlotte Peterson se lembra de Cho sentado na primeira fila nas aulas de literatura inglesa. A classe era pequena, e quase só tinha mulheres. ‘Eu não me lembro de ter alguma conversa de verdade com Cho – ele não abria a boca’, disse Charlotte. Segundo ela, o assassino nunca falava durante a aula e saía da classe quando estavam para começar os seminários. Todos lembravam dele como o ‘ponto de interrogação’, porque uma vez ele se apresentou como ?, em vez de escrever seu nome em uma cartaz, a pedido do professor.