A partir de amanhã, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) começa a coleta de amostras de produtos de origem animal para detectar os índices de resíduos de cem novos compostos de drogas veterinárias e contaminantes ambientais. A medida faz parte da adequação do Plano Nacional de Controle de Resíduos ao programa de monitoramento de resíduos para terceiros países da União Européia. Com isso, o Brasil poderá manter as exportações de commodities de origem animal, como carne bovina, aves, eqüinos, e pescados e camarões para aquele bloco econômico.

Recentemente, a União Européia aprovou o conjunto de ações encaminhado pelo Mapa para adequação do Plano Nacional de Controle de Resíduos. Na ocasião, a UE recomendou ao Mapa a adoção de ações adicionais para atender os requisitos do programa de monitoramento de resíduos do bloco econômico. Segundo o coordenador de Controle de Resíduos de Contaminantes da Secretariaria de Defesa Animal (SDA), Leandro Feijó, essas medidas serão implementadas até setembro. Entre elas, está a validação dos cem novos compostos de drogas veterinárias e contaminantes ambientais.

Ainda em setembro, uma missão brasileira visitará a representação da União Européia, em Bruxelas (Bélgica), para apresentar os resultados das ações adicionais de monitoramento de resíduos. Ela também detalhará as medidas tomadas pelo setor do mel para se adequar às exigências européias. O Mapa pedirá ainda a manutenção da habilitação para exportar carne suína ao bloco econômico. ?A suinocultura já tem um programa de monitoramento de resíduos em andamento?, disse Feijó. O ministério, revelou, pretende iniciar a negociação com a UE para abertura das exportações de produtos suínos processados.

O coordenador de Controle de Resíduos de Contaminantes da SDA também esclareceu que o leite, as carnes de ovinos e caprinos e os ovos foram excluídos da lista de produtos brasileiros habilitados à exportação para o bloco econômico a pedido do próprio Mapa. Como o Brasil não exporta leite, ovos e carnes de ovinos e caprinos para aquele mercado, explicou Feijó, não havia motivo para mantê-los na relação. Assim que o monitoramento de resíduos nessas commodities estiver implementado, o Mapa poderá a incluí-las na relação.