Rio – Apenas 870 mil aposentados foram recadastrados, até agora, no censo previdenciário feito pelo Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). A informação foi dada hoje pelo diretor de Benefícios do Ministério da Previdência, Benedito Brunca, em entrevista ao programa Notícias da Manhã, produzido pela Radiobrás.

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Na primeira fase do censo, que termina no dia 24 de fevereiro, foram convocados a atualizar os dados 2,5 milhões de beneficiários, que, para facilitar o atendimento, foram divididos em três grupos.

Os avisos do primeiro grupo foram encaminhados em outubro, o seguinte em novembro e o último em dezembro. Dos 960 mil aposentados que receberam os avisos em outubro, mais de 500 mil já atualizaram os dados. "Se, até o final de fevereiro, o primeiro grupo que foi chamado não prestar as informações necessárias ao censo, o pagamento de março, que é efetuado no início de abril, vai ser suspenso", alertou Brunca.

Ele considera suficiente o prazo dado pelo ministério para o aposentado fazer o recadastramento, após cinco meses de convocações, avisos e, agora no mês de janeiro, com o envio de cartas e a publicação de editais para aqueles que a Previdência não tinha o endereço completo.

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Também para tornar mais fácil o atendimento, o ministério alterou o modelo de recadastramento e os aposentados não precisam ir às agências do INSS para atualizar os dados, serviço que deve ser feito na própria agência bancária onde ele recebe o benefício.

Se o aposentado tiver procurador ou curador, o recadastramento será feito por seu representante. "No caso de um curador, tutor ou procurador, o INSS habilita para a pessoa para que possa receber o dinheiro. Importante é que essa pessoa também está autorizada a prestar informações relativas ao censo. O que nós faremos em seguida é identificar fazendo uma pesquisa em todos esses casos para comprovar que a pessoa está viva e, portanto, apta para continuar a receber os seus direitos", explicou.

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Brunca informou que os avisos para a segunda fase de convocação vão começar a ser feitos no início de fevereiro para começo dos trabalhos em março. Desta vez, serão 13 milhões de beneficiários, distribuídos ao longo de 10 meses de censo.