O Hezbollah infligiu nesta quinta-feira (3) o número mais elevado de baixas a Israel em 23 dias de conflito, matando oito civis em ataques com foguetes no norte do país e 4 soldados em combates no sul do Líbano, onde as tropas israelenses avançam para impor uma "zona de segurança". Bombardeios israelenses mataram quatro civis libaneses. Segundo o Exército de Israel, quatro combatentes do Hezbollah foram mortos em confrontos.

Já Israel informou ter estabelecido o controle de áreas nas imediações de cerca de 20 vilarejos e cidades libanesas numa faixa de até 6 quilômetros da fronteira – a mesma dimensão que ocupou por 18 anos, até retirar seu Exército do Líbano em 2000, após anos de guerra de guerrilha do Hezbollah. Também continuou bombardeando regiões de predomínio xiita, como as cidades de Taibe, no Vale do Bekaa, no norte, e vários vilarejos no sul do país.

Depois de alguns dias sem aparecer em público, o líder do Hezbollah, xeque Hassan Hezbollah, ameaçou desfechar um ataque contra Tel-Aviv se Israel voltar a bombardear Beirute. Um vídeo com a declaração do xeque foi transmitido pela TV do Hezbollah, a Al-Manar, que apesar de ter sido alvo de bombardeios da aviação israelense continua transmitindo para o Líbano e outros países.

"Se vocês atacam Beirute, a Resistência Islâmica atacará Tel-Aviv e é capaz de fazer isso", disse Nasrallah, aparentemente confirmando os temores do governo israelense de que o grupo tem mísseis com alcance de 130 quilômetros a partir da fronteira libanesa.

Pouco depois, a TV israelense informou, citando uma fonte militar, que o governo israelense destruiria a infra-estrutura do Líbano se o Hezbollah fizer isso. Israel voltou a bombardear os bairros xiitas no sul de Beirute.