A explosão de uma bomba numa mesquita histórica pouco depois do encerramento das tradicionais orações islâmicas desta sexta provocou a morte de pelo menos sete pessoas, informaram autoridades locais. Duas bombas não detonadas foram encontradas pela polícia e desarmadas por especialistas. O alvo foi a mesquita de Meca Masjid, em Hyderabad, no sul da Índia. O templo religioso foi erigido no século 17.
Além dos sete mortos, 35 pessoas ficaram feridas. Depois do ataque, muçulmanos iniciaram um protesto durante o qual acusaram a polícia local de não fornecer a proteção adequada. A situação rapidamente se deteriorou e a multidão começou a atirar pedras nos policiais, que dispersaram os manifestantes com golpes de cassetete bombas de gás lacrimogêneo.
O ataque e o confronto entre fiéis e policiais elevaram os temores de que a violência entre hindus e muçulmanos se intensifique em Hyderabad, uma cidade marcada por tensão entre diferentes comunidades e episódios esporádicos de derramamento de sangue por causa de divergências religiosas. Alguns dos 35 feridos na explosão de hoje sofreram ferimentos considerados graves e o comandante da polícia local, Balwinder Singh, alertou que o número de mortos tende a aumentar.
Logo depois da explosão, Y. S. Rajasekhara Reddy, ministro de governo do Estado indiano de Andra Pradesh, onde fica Hyderabad, pediu a hindus e muçulmanos que preservem a calma. Reddy qualificou a explosão como "um ato de sabotagem intencional da paz e da tranqüilidade do país. As orações de sexta-feira na mesquita de Meca Masjid costumam atrair cerca de 10.000 fiéis muçulmanos.


