O atacante Edmundo, de 34 anos, será interrogado em São Paulo, no processo que responde por ter dirigido automóvel embriagado e ter desacatado policiais, na Gávea, bairro da zona sul do Rio, em dezembro de 2005. Não se sabe ainda a data da audiência.

Nesta segunda-feira, ele seria ouvido pelo juiz da 26.ª Vara Criminal do Rio, Joel Pereira dos Santos, mas não recebeu a intimação. O jogador do Palmeiras não foi encontrado pela oficial de Justiça no dia 8 de março no endereço que consta no processo, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

A defesa de Edmundo anexou, no dia 15 de março, petição ao processo, esclarecendo que o jogador realiza atividade esportiva no bairro Perdizes, na capital paulista. Por decisão do juiz, foi expedida carta precatória para o endereço, na Comarca de São Paulo.

Segundo a polícia, o atacante dirigiu sua picape Ranger Rover em alta velocidade e fazendo zigue-zagues na Rua Mário Ribeiro. Dois policiais militares mandaram o atleta parar o veículo. Além de ignorar a ordem, ele teria fechado a viatura. Na época, Edmundo afirmou que a ação dos PMs era uma "palhaçada". O atacante foi preso por desacato à autoridade um dia antes de ser apresentado oficialmente no Palmeiras.

Exame na urina do atacante, feito pelo Instituto Médico Legal (IML), mostrou teor de álcool no organismo dele três vezes maior que o permitido. "Ele é uma pessoa conhecida, o que agrava o risco à ordem público", relatou a promotora Cristiane da Rocha Corrêa, na denúncia oferecida à Justiça, no dia 7 de fevereiro.

Em decisão anunciada na quinta-feira passada, o Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran) proibiu o atacante do Palmeiras de dirigir automóveis por seis meses. Ele terá que devolver a carteira de motorista em até 15 dias após receber a notificação. Depois de cumprir a punição, Edmundo precisará fazer um curso de reciclagem para voltar a dirigir.

Se Edmundo for condenado pelos supostos crimes, pode ficar preso por até cinco anos.