O Banco Central (BC) previu na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada na semana passada que a expansão da indústria brasileira vai acelerar em 2007, impulsionada pelo aumento de gastos do governo e pela redução dos juros já adotada até agora. O BC chama na ata o aumento de gastos de "impulsos fiscais". Mas não cita no documento o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que aumentou os investimentos públicos e as desonerações de tributos.

"Diversos fatores de estímulo, inclusive os impulsos fiscais e a flexibilização monetária já realizada, sugerem que a tendência de expansão da indústria deva apresentar aceleração em 2007", informa a ata.

Para dezembro de 2006, o Copom afirma que os indicadores antecedentes da produção industrial sinalizam acomodação da expansão. "O que não deve surpreender, tendo em vista o crescimento forte observado nos meses imediatamente anteriores", ressaltam os membros do Copom na ata.

O documento avalia que a necessidade de "parcimônia já" na condução da redução dos juros se torna "mais relevante" devido aos sinais de demanda aquecida e às pressões sobre a inflação de curto prazo.

Os membros do Comitê também alertam que é preciso levar em conta o fato de que as decisões de política monetária passarão a ter impactos concentrados no segundo semestre de 2007 e, "progressivamente", em 2008. Na ata, o Copom avalia ainda que o cenário internacional permanece favorável, mas apresenta "novas fontes de incerteza".