Brasília – O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Guido Mantega, assinou hoje a proposta de acordo para o reajuste salarial dos servidores técnicos e administrativos das universidades federais, filiados à Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra). A proposta vale também para os trabalhadores das escolas técnicas federais de ensino básico e profissional, ligados ao Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Profissional (Sinasefe).

As duas categorias foram as primeiras a aceitar a contraproposta do governo para o aumento de salários, que foi de 19,16% a 22,43% para funcionários em início de carreira, 15,33% a 29,38% para nível intermediário e 14,05% a 28,95% para cargos superiores, abrangendo aposentados e funcionários da ativa.

Além dos servidores da educação, outras categorias ainda discutem o reajuste salarial. De acordo com o ministro, o governo federal tem até sexta-feira (21) para fechar os acordos e garantir o pagamento dos salários retroativo ao mês de maio. “As categorias que, até o dia 21, não assinarem o acordo não vão receber. Mas eu tenho esperança de que, até lá, as demais categorias venham fazer esse acordo. Ainda há tempo hábil”, ressaltou Mantega.

Os servidores da área administrativa, reunidos no Plano de Classificação de Cargos (PCC), aprovaram hoje à tarde a proposta de reajuste que varia de 10% a 30% de aumento. Amanhã (20) será a vez dos funcionários dos Ministérios do Trabalho, da Previdência Social e da Saúde. A única entidade que não manifestou interesse em negociar foi o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andes), categoria que é formada por 105 mil professores das univeridades federais, sejam aposentados ou da ativa.