Brasília – A arrecadação de impostos em fevereiro foi R$ 1 bilhão superior à prevista para o mês. O total arrecadado, de R$ 22,534 bilhões, foi um recorde para meses de fevereiro.

De acordo com o secretário-adjunto da Receita, Ricardo Pinheiro, um conjunto de fatores contribuiu para o incremento. Um deles foi a elevação da arrecadação da Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide), por causa da ausência de liminares na justiça. A arrecadação da Cide em fevereiro foi de R$ 690 milhões, aumento de 18,57% em relação ao mês passado.

?Conseguimos zerar as liminares e acho que essa é uma batalha vencida?, comentou Pinheiro.

Houve aumento na arrecadação da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), provocada pela nova sistemática de arrecadação do imposto, que prevê a retenção na fonte do PIS/Cofins das prestadoras de serviço. ?Não é aumento de carga. Estamos recuperando o que foi evadido?, comentou o secretário-adjunto.

As mudanças na cobrança da Cofins, agora não-cumulativa, com aumento da alíquota para 7,6%, não puderam ser percebidas em fevereiro, uma vez que só terão reflexos nos resultados de março.

Também contribuiu para o aumento na arrecadação de fevereiro o Imposto de Renda Retido na Fonte, com elevação real de 20,16% em comparação com o ano passado, o que, segundo Pinheiro, foi provocado pelo aumento de vagas em setores como previdência privada, seguros e combustíveis.