Segundo o ministro da Saúde, Saraiva Felipe, o uso de armas de fogo era a principal causa de morte em meio a uma população jovem, predominantemente masculina.
"A mortalidade por arma de fogo crescia ano a ano no início da década de 90, atingindo especialmente o homem jovem. Matava mais nessa faixa etária do que doenças como aids, infartes, derrames e acidentes de trânsito, ceifando uma população jovem com expectativa de vida e produtividade na economia, na força de trabalho", disse.
O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, fez questão de ressaltar que os números de mortos caíram. Ele lembrou que, nos últimos 12 anos a curva era ascendente, com expectativa de continuar nessa trajetória, sem a campanha do desarmamento. "Não só não cresceu (o número de mortos), como reduziu", disse.
A pesquisa mostrou que a primeira queda ocorreu em 2004, com uma diferença de 8,2% em relação a 2003. O estudo foi realizado pela Secretaria de Vigilância em Saúde, que cruzou dados do Sistema de Informações sobre a Mortalidade, do Sistema Único de Saúde, com o número de armas recolhidas durante a Campanha do Desarmamento, iniciada em 15 de julho de 2004.