O líder palestino, Iasser Arafat, adotou um tom agressivo em relação a Israel hoje, depois de uma ofensiva do Exército israelense contra o seu quartel-general. Desta vez, os tiros acertaram o quarto e o banheiro de Arafat. O líder palestino, no entanto, não estava em casa na hora do ataque. A imprensa foi convidada a visitar a residência de Arafat no interior da Mukata, seu quartel-general. O banheiro ficou completamente destruído e a parede que o separa do quarto tem um enorme buraco. O chão do quarto ficou repleto de escombros e pedaços de vidro. O espelho quebrou-se em milhares de pedaços. Poucos objetos permanecerem intactos, entre eles, uma fotografia com sua filha de seis anos. Arafat, 72, deixou o escritório duas horas depois da saída do Exército, hoje pela manhã, com o rosto sombrio depois de uma noite sem descanso. Apesar do cansaço, ele ainda fez o “V” da vitória diante cerca de cem pessoas que o aplaudiam. “Chamo o mundo inteiro para testemunhar esta agressão fascista e racista contra o povo palestino e sua direção”, declarou o dirigente. “Isto só irá reforçar a determinação de nosso povo”, acrescentou. “Eles queriam que eu estivesse ali”, disse para os jornalistas, dando a entender que os israelenses haviam tentado matá-lo. Quando lhe perguntaram se teria uma mensagem para dar ao mundo, Arafat respondeu: “Venham ver o que os israelenses estão fazendo”. A incursão aconteceu depois do atentado de ontem, quando um carro-bomba investiu contra um ônibus, matando 16 israelenses, além do suicida palestino, e 40 feridos, em Megido, no norte de Israel. (Correio Web/FolhaNews)
Arafat desafia Israel após ataque do Exército contra seu quartel
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