O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, disse nesta quinta-feira (24) que estranhou as críticas do prefeito José Baka Filho feitas às obras de concretagem das vias de acesso ao Porto de Paranaguá. "É a primeira vez que uma administração portuária investe em obras que beneficiam uma cidade e é criticado por isso pelo próprio prefeito que recebe o benefício", afirmou.

Quanto à sinalização de trânsito nas obras, também alvo de críticas do prefeito, o superintendente considerou que seria impossível fazer a retirada, uma vez que ela não existe e citou um levantamento feito pela guarda portuária e pelo Departamento Municipal de Trânsito, no final do ano passado, que demonstra a total inexistência de placas, indicativos ou nome de ruas em Paranaguá.

"O mais estranho ainda é um prefeito, com caixa falido, como ele mesmo afirma, reclamar de um investimento que o porto faz na cidade, de mais de R$ 20 milhões, e receber o ISSQN (Imposto sobre Serviços de qualquer Natureza), cuja parcela mensal supera R$ 120 mil", acrescentou.

O superintendente acredita que o prefeito, "pela inexperiência política", já que permaneceu por pouco tempo na vice do prefeito anterior, Mário Roque, tenha sido mal assessorado no assunto. "Apesar das colocações que fez, reafirmo que a intenção do governo Roberto Requião é recompensar Paranaguá pela confiança que seu povo depositou na última eleição".

O dirigente portuário finalizou afirmando que não deseja fomentar uma polêmica sobre o assunto. "A obra é notória e o povo é quem julga, assim como os demais benefícios que o atual governo do Estado está trazendo para Paranaguá, por livre vontade, como o Hospital Regional e as melhorias no Hospital Infantil e no aeroporto".