Ao se filiar nesta sexta-feira (2) ao PTB, um dia depois da sua posse no Senado, o ex-presidente Fernando Collor (AL) reconheceu que a troca de legenda enfraquece o sistema partidário, mesmo tendo se tornado parte das "regras do jogo político do País". "Eu venho me surgindo contra isso e é por isso que vou propor, no final de março, uma reforma política ampla, profunda e abrangente, com regras mais claras, para evitar casos como este", alegou.
Além da fidelidade partidária, ele disse que incluirá na proposta o financiamento público de campanha, a adoção do parlamentarismo e o fim da obrigatoriedade do voto.
Sobre a sua chegada ao Senado, Collor avaliou que a receptividade dos colegas se deve mais ao respeito pelos eleitores de Alagoas do que pela sua figura. Mas reiterou que isso não refletirá no seu mandato, mesmo tendo de conviver com 18 parlamentares que decidiram pelo seu afastamento da presidência.
"Quem não sabe virar a página, não merece ler o livro e eu tenho o desejo de terminar de ler esse livro", alegou. "As questões do passado lá estão, tiramos grandes experiências com base no sofrimento, agora quero somar essa experiência para que possamos trabalhar pelo bem do Brasil e da população".