Os argentinos acordaram na manhã desta sexta com a notícia de que o ex-astro do futebol argentino, Diego Armando Maradona, havia sido novamente internado.

Maradona foi levado às pressas às 5 horas para o hospital Madre Teresa de Calcutá, no município de Ezeiza, na Grande Buenos Aires, com fortes dores abdominais. O ex-jogador está na terapia intensiva. No entanto, seu médico pessoal, Alfredo Cahe, declarou que "não corre risco de morte".

Segundo Cahe, seu paciente está "consciente e estável". O médico explicou que Maradona teve fortes dores no estômago.

Desde a quarta-feira, quando havia tido a alta do hospital anterior, o Sanatório Güemes, o ex-jogador estava em uma chácara no município de Ezeiza, acompanhado de sua namorada, Verónica Ojeda e um de seus melhores amigos, Gabriel Buono. Por precaução Cahe havia colocado uma ambulância na frente da porteira da chácara.

Maradona foi internado no dia 28 de março no Sanatório Güemes, no bairro de Palermo, em Buenos Aires, com um quadro de hepatite tóxica provocada por excessos em bebidas alcoólicas.

Nas 48 horas anteriores, segundo os médicos, ele havia consumido 10 garrafas de champanhe acompanhadas de substanciais pedaços de carne bovina.

O ex-craque ficou internado 13 dias. Ele teve alta na quarta-feira de madrugada. Poucas horas depois, Maradona declarou à imprensa que estava "totalmente recuperado".

Na ocasião, até prometeu que assistiria o jogo de seu time do coração, o Boca Juniors, contra o River Plate neste domingo. "Vou com soro, com um médico, com uma ambulância, com o que for necessário", declarou.

Os médicos assustaram-se com esse anúncio. O diretor do Sanatório Güemes, Héctor Pezzella, alertou na quinta: "ele precisa entender que este foi um golpe a mais a seu organismo. Portanto, não pode continuar cutucando o diabo com vara curta nem prosseguir com agressões a si próprio".

Pezzella também havia avisado que o ex-jogador não deveria realizar excessos que coloquem sua vida em perigo: "se ele acha que é um deus, é preciso explicar-lhe que é tão humano e mortal como cada um de nós".