A Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag) encaminha ainda esta semana um documento à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com críticas a resolução que estabelece regras para o funcionamento das farmácias de manipulação. Esta norma foi publicada pela Anvisa no último dia 18 de abril.

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De acordo com nota divulgada pela diretoria da Anfarmag, "estão sendo realizadas reuniões com o comitê jurídico e técnico para definir as ações que serão tomadas, visando garantir os direitos do livre exercício da profissão magistral, atividade que existe há vários anos no Brasil".

Nesses encontros, a Anfarmag pretende encontrar meios para anular o item da resolução que proíbe às farmácias de manipulação a fabricação de medicamentos com composição equivalente aos fornecidos pela indústria. A associação teme que a norma gere desemprego e queda do faturamento. Já o usuário também poderá sair prejudicado. Isso porque, segundo a assessoria de imprensa do órgão, medicamentos manipulados são mais baratos que os genéricos e os de referência (que têm a marca de um laboratório).

No entanto, a resolução não tem vigência imediata. Ela só entra em vigor após uma Consulta Pública, em que qualquer pessoa pode sugerir alterações na lei. As sugestões podem ser feitas até o fim de junho por meio do site do órgão (www.anvisa.gov.br).

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O diretor da Anvisa, Vitor Hugo Tavares, defende o resolução. Para ele, a norma diminuirá riscos à saúde dos consumidores e aumentará a qualidade dos produtos. "Buscamos um mecanismo de gradação do risco sanitário, que é a nossa missão", explica. Tavares argumenta que "discordar é democrático" e esta é a razão da consulta pública. "Com certeza, o que for lúcido, correto, e que não percebemos, vamos acrescentar", promete.

O promotor de justiça da Defesa dos Usuários de Serviços de Saúde (Pró-vida), Diaulas Ribeiro, afirma que a norma é positiva. De acordo com ele, a agência reguladora deve fiscalizar incessantemente o funcionamento das farmácias de manipulação. "É uma regulamentação fundamental porque, até hoje, muita gente pensa que produto manipulado é natural e, por isso, não prejudica a saúde.", relata.

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