A queda do técnico Antônio Lopes, do Coritiba, justamente no dia em que
comemorava 15 meses no cargo, não chegou a causar surpresa nos meios esportivos
do Paraná. Desde o Campeonato Paranaense, a torcida já vinha demonstrando
descontentamento com relação ao treinador, que era constantemente vaiado nos
jogos em Curitiba. No entanto, o presidente do clube, Giovani Gionédis, renovou
o contrato até o fim do ano, garantindo que ele continuaria, pois estava
integrado ao projeto da atual temporada.

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O clima ruim chegou ao auge na
primeira partida contra o Treze (PB), em Curitiba, quando o time venceu por
apenas 2 a 1. Antonio Lopes foi cobrado pelos torcedores quando se dirigia ao
vestiário. "Não devo satisfação nenhuma para eles", respondeu.

Nem mesmo
a vitória sobre o Fortaleza por 1 a 0, na abertura do Campeonato Brasileiro,
acalmou os ânimos e os protestos voltaram na derrota para o Santos, por 3 a
2.

A saída de Antonio Lopes foi acertada ainda na Paraíba, depois da
derrota para o Treze por 1 a 0, em Campina Grande (PB) com a consequente
eliminação do Coritiba na Copa do Brasil.

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De acordo com Giovani Gionédis,
a dispensa foi necessária em razão da "perda da esperança do título" e pela
necessidade de "mexer" com os jogadores. "O Antônio Lopes é um grande homem.
Ajudou muito o Coritiba e merece todo nosso respeito", elogiou o
presidente.

Tão logo o anúncio da saída do treinador chegou ao
conhecimento público, as especulações sobre o novo comandante pipocaram. Os
nomes mais comentados são os de Cuca, Péricles Chamusca e Caio Júnior. "É muito
cedo. Não estamos pensando em nomes ainda", desconversou Gionédis.

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