A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) terá até o dia 30 de junho do próximo ano para pôr em prática mecanismos que aperfeiçoem a proteção de medidas sigilosas. Essa é a oitava das 29 metas de combate à lavagem de dinheiro e pela recuperação de ativos, que deverão ser cumpridas até o dia 30 de dezembro de 2006. O estabelecimento dessas metas foi o principal resultado do 3º Encontro da Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro (Encla), encerrado ontem (11), em Vitória, no Espírito Santo.

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O procurador regional da República da 5ª Região, Wellington Cabral Saraiva, nega que se esteja querendo vetar a liberdade de imprensa e o direito à informação. "Essas informações sigilosas precisam ser protegidas no âmbito do Estado", afirmou. Ele lembrou que o vazamento de informações confidenciais já gerou conseqüências gravíssimas em processos nacionais e internacionais.

Para Saraiva, o Brasil não pode admitir que a cooperação internacional seja atrapalhada porque autoridades divulgam informações públicas. "Nós queremos que a imprensa tenha acesso às informações, desde que não atrapalhe processos e investigações", explicou.

Também foram propostas metas para a criação de uma estrutura de apoio ao Judiciário na gestão de ativos apreendidos no Brasil e no exterior. O objetivo, de acordo com Madruga, é estimular a iniciativa privada a administrar os recursos recuperados. Segundo ele, será criado um Cadastro Nacional de Bens Apreendidos, que já está sendo regulamentado pelo Conselho da Justiça Federal.

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Foram estabelecidas metas para elaboração de projeto de lei que tipifique organização criminosa e de um anteprojeto de lei para aperfeiçoar a tipificação dos crimes de terrorismo e de financiamento ao terrorismo. A secretária nacional de Justiça, Cláudia Chagas, lembrou que a Lei de Segurança Nacional em vigor enquadra algumas ações como terroristas, mas não considera criminoso esse ato. Segundo ela, a mudança na legislação brasileira é uma dívida antiga, já que o país firmou convênios internacionais de combate ao terrorismo.

Até o dia 30 de setembro de 2006, estão previstas a recriação da base de dados sobre a movimentação (saída e entrada) de brasileiros no país e a criação de um cadastro nacional de assinantes de telefonia fixa, móvel e de internet. O registro de entrada e saída do território nacional foi abolido durante o governo Collor. Segundo Madruga, a Polícia Federal está criando um novo passaporte com código de barras que deverá facilitar esse controle.

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Cláudia Chagas, disse que uma das maiores preocupações do Brasil é a corrupção e que essa é a prioridade das pessoas que participaram da Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro. A secretária fez a afirmação ao responder se essas medidas estariam sendo adotadas por causa das últimas denúncias de corrupção, como o suposto esquema de pagamento de mesadas a parlamentares, o chamado "mensalão", o "valerioduto" ou mesmo por causa da prática de caixa dois pelos partidos políticos.