Começou na manhã de hoje (8) o abate dos 377 animais encontrados pelo Ministério da Agricultura nos dois focos de febre aftosa em Maringá (PR). Os animais são de duas propriedades vizinhas, Fazenda Cesumar e Fazenda Pedra Preta, a cerca de 10 quilômetros do centro da cidade.

Oficiais da Polícia Militar participam do abate, agindo com o chamado "rifle sanitário". Também estão no local técnicos da Defesa Sanitária Animal, auxiliares, técnicos do Ministério da Agricultura, integrantes da Comissão de Avaliação, Taxação e Sacrifício, além de operadores de maquinários e de caminhões.

Indicada pelo Centro Pan-americano de Febre Aftosa (Panaftosa), a médica veterinária uruguaia, Rossana Allende, acompanha a operação para fazer a coleta de material e a necropsia dos animais. O material coletado será encaminhado ao laboratório do centro, no Rio de Janeiro, para a realização de exames complementares.

Após serem abatidos a tiros, nas mangueiras das fazendas, os animais terão as carcaças transportadas para uma vala com sete metros de comprimento por seis de largura e quatro de profundidade.

A previsão, segundo chefe do núcleo da Secretaria da Agricultura, em Maringá, Renato Machado, é de que os trabalhos estejam concluídos até o final da tarde. Mas o sacrifício dos 6.705 animais dos sete focos no Paraná deve terminar só na próxima semana.

O estado estava há dez anos sem aftosa. Quando todos os animais forem sacrificados nos sete focos encontrados, o estado pode, em seis meses, reconquistar o selo de zona livre de febre aftosa.