A perda de força na elevação de preços do grupo Transportes (de 1,30% para 0,62%) foi responsável por mais de 50% da desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) – de 0,82% para 0,69% – , segundo informou o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz. "Seis dos sete grupos usados para cálculo do índice registraram desaceleração de preços. Mas foi Transportes o grupo que mais influenciou a taxa menor do IPC-S", disse o economista

Braz lembrou que, em dezembro do ano passado, o setor sofreu o impacto de vários aumentos de preços nos principais tipos de transporte público, principalmente no Rio de Janeiro e em São Paulo. Agora, em janeiro, os preços no setor estão subindo menos visto que o impacto dos reajustes na inflação do varejo já foi captado pelo indicador. "Essa desaceleração de preços já era esperada, assim como a do IPC-S", afirmou.

O economista considerou que o patamar da taxa do IPC-S de até 31 de janeiro deste ano, de 0,69%, é muito parecido com o da taxa do indicador de até 31 de janeiro de 2006, que foi de 0,65%. Ele observou que janeiro conta com a influência de vários reajustes de preços que ocorrem sempre no primeiro mês do ano. É o caso das mensalidades escolares, por exemplo. "Essa taxa de janeiro contou com duas influências principais: mensalidades escolares e alimentos in natura", disse, acrescentando que, devido às chuvas que normalmente ocorrem nessa época do ano, esse tipo de alimento tem a oferta prejudicada no mercado interno.

"Se fossem excluídos os impactos de mensalidades escolares e de hortaliças e legumes no cálculo do IPC-S, o índice teria subido 0,24% e não 0,69% na última quadrissemana de janeiro", afirmou.