São Paulo – Os indicadores da produção industrial em fevereiro vieram acima das expectativas e ajudaram os mercados. O dólar teve a quarta queda consecutiva, recuando 0 19%, para R$ 2,135, o paralelo caiu 0,26%, para R$ 2,277, e o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) avançou 0,22% Os juros futuros projetaram ligeira alta, o risco país caiu 1 27%, para 233 pontos, e o A-Bond perdeu 0,05%, vendido com ágio de 8,60%.
O dólar subiu à tarde, pouco antes de o Banco Central (BC) anunciar o leilão de compra, pressionado pela elevação dos juros pagos pelos títulos do Tesouro americano. Depois do leilão, em que o BC aceitou 12 das 20 propostas apresentadas, o comercial caiu. As tesourarias de bancos que tiveram suas propostas recusadas no leilão foram vender em mercado, contribuindo para a queda.
No mercado futuro, os sete vencimentos negociados projetaram recuo da moeda. Hoje, pela 21.ª vez seguida, o BC não fará leilão de swap cambial reverso.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta, depois entrou em terreno negativo, voltou para o azul e, a poucos minutos do fechamento, reduziu os ganhos. "O mercado está sem força, não tem fôlego nem para subir, nem para cair. Falta dinheiro novo", comentou um operador.
O movimento financeiro ficou em R$ 2,142 bilhões. A principal notícia foi a boa produção industrial em fevereiro. "Os números são muito bons e mostram uma perspectiva de ganhos para as empresas este ano. Isto é um bom sinal para a Bolsa", disse outro operador. O problema é que o investidor estrangeiro está arredio, apesar de ter voltado a partir da segunda quinzena de março.
As maiores altas do Índice Bovespa foram de Sadia PN (6,17%), Vivo PN (4,11%) e Gerdau PN (3,03%). Os bons indicadores de atividade industrial não mudaram as apostas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês, mas ajudaram os contratos de juros a projetar ligeira alta.


