O vice-presidente José Alencar voltou a defender hoje (31) a inclusão de representantes dos trabalhadores, dos empresários, da sociedade civil e de cada um dos setores da economia (agricultura, indústria, services e infra-estrutura) no Conselho Monetário Nacional (CMN).

Segundo Alencar, cada setor encaminharia uma lista com três nomes para o presidente da República escolher um. Atualmente o CMN é integrado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central.

Para Alencar, as decisões sobre a política de combate à inflação devem ter participação de representações setoriais e regionais, atendendo, assim, as necessidades dos brasileiros. Ele citouo exemplo do Banco Central norte-americano, que, além do crescimento econômico, prioriza a geração de empregos e o equilíbrio monetário no país.

O vice-presidente enfatizou que sua proposta é de ampliar o Conselho Monetário Nacional, e não de interferir nas decisões técnicas do Conselho de Política Monetária, que é um órgão do Banco Central e responsável pela definição das taxas de juros.

"Penso que seria um conselho que levaria, obviamente, as decisões em ata para serem observadas como política, como diretriz, porque isso é uma coisa diferente da administração do dia-a-dia, mas tem que ter uma diretriz, e essa diretriz tem que ser cumprida", explicou.

Mais uma vez, José Alencar disse que é contra as elevadas taxas de juros no Brasil e que confia na sensibilidade do novo ministro da Fazenda, Guido Mantega, às questões econômicas . "Ele é um adepto de que o Brasil precisa crescer a altas taxas".