Aldo Rebelo evita comentar reforma ministerial

O ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, evitou hoje (25) comentar a
reforma ministerial que está sendo preparada pelo presidente da República, Luiz
Inácio Lula da Silva. Sobre os rumores de que teria entregado sua carta de
demissão, ele afirmou que o episódio em questão "já estava esclarecido" e que
era notícia velha. Durante a semana, Rebelo negou que tivesse pedido demissão a
Lula.

O ministro também foi evasivo sobre a possibilidade de aceitar
assumir uma nova pasta, caso seja convidado, outra possibilidade aventada esta
semana. "Não sei nem se permaneço na Coordenação Política", afirmou,
acrescentando que "a reforma ministerial foi, é e continuará sendo um assunto
exclusivo do presidente da República".

Sobre a reforma ministerial, Aldo
Rebelo ponderou que qualquer movimentação do governo federal criando condições
de governabilidade "faz bem para o Brasil, um País que tem grandes desafios a
superar". Esses entraves, segundo ele, só poderão ser vencidos com a ampla união
de forças políticas, econômicas e sociais. E essa é a visão do presidente Lula,
de acordo com Rebelo.

O ministro da Coordenação Social participou hoje da
13ª reunião do Comitê Central de seu partido, o PC do B. O encontro vai até
segunda-feira (27), e tem, entre seus objetivos, discutir os ataques ao governo
Lula e o atual cenário nacional.

O presidente do partido, Renato Rabelo,
disse que o PC do B continuará apoiando o governo, mesmo caso perca seus dois
ministérios na reforma que deve sair na próxima semana. Além da Coordenação
Política, o partido tem ainda a pasta dos Esportes, comandada por Agnelo
Queiroz. "Nós apoiamos o governo com uma plataforma comum e continuaremos
fazendo isso, sem que haja necessidade de participar dos ministérios", afirmou,
lembrando que a aliança com Lula vem desde 1989, e não é conjuntural. Rabelo
disse que o PC do B não pediu nenhum destes dois cargos ao presidente Lula.
"Eles foram oferecidos."

Sobre o aumento de participação do PMDB na
estrutura, Rabelo afirmou que o governo federal deve ser "menos assimétrico" e
defendeu uma gestão com coalizão e representação de forças políticas importantes
no Congresso. Esse sistema, segundo ele, passa pelo fortalecimento do PMDB. "É o
maior partido do Senado e precisa ter mais representatividade", comentou. Ele
acrescentou, entretanto, que outros partidos com cargos importantes poderiam
ceder espaço, como o PT.

Em relação às denúncias de corrupção envolvendo
os Correios e o "mensalão", Rabelo disse que o PT não mudou em seu histórico de
combate à corrupção. "O partido tem um compromisso com a ética na política e os
fatos serão esclarecidos e os culpados serão punidos."

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