O preço do álcool continua subindo no varejo e deve puxar para cima o preço da gasolina nos próximos resultados do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S), segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz. Ele informou que, na passagem do IPC-S de 31 de julho para o indicador até 7 de agosto, a alta no preço do álcool combustível passou de 0,63% para 2,11%. Porém, no mesmo período, o preço da gasolina desacelerou: a elevação de preço nesse produto passou de 0,31% para 0,22%.
"Parece que o preço da gasolina ainda não captou essa elevação no preço do álcool", disse Braz. A gasolina tem 20% de álcool em sua formação. O economista considerou que a alta no preço do álcool ainda está relacionada à demanda aquecida pelo produto – cuja oferta não parece estar sendo suficiente para atender à procura nos mercados interno e externo.
A aceleração na taxa do IPC-S deve continuar no próximo resultado do indicador, que será referente à quadrissemana encerrada em 15 de agosto. André Braz explicou que o próximo resultado do indicador será pressionado pelos recentes reajustes em preços administrados importantes, como tarifa de água e esgoto; pedágio na Via Dutra; e metrô no Rio de Janeiro.
No caso da taxa de água, essa tarifa já começou a mostrar aceleração, na passagem do IPC-S de até 31 de julho para o indicador de até 7 de agosto (de 0,26% para 0,37%). "A taxa de água vai continuar a puxar para cima o indicador. A influência desse reajuste (no IPC-S) ainda não terminou e deve continuar a pressionar o indicador ao longo de agosto", disse.


