O governador de São Paulo e candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, reiterou hoje o seu interesse pela formação de uma aliança com o PFL e elogiou, a proposta do prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL), de que se forme uma coligação, nos moldes da "Concertação" selada pela democracia cristã chilena. O governador esteve hoje em um seminário sobre educação promovido pelo PFL em um hotel da capital paulista.

Alckmin, que não era esperado, deu mostras, com a sua visita, de que se empenhará pessoalmente pela coligação. "Tudo que eu puder fazer para ficarmos juntos, para trabalharmos pelo País, deve ser feito", disse, ressaltando, entretanto, que os acertos também passam pela definição de um programa de governo que seja abraçado por ambos os partidos. "A aliança depende dos dois lados. No que depender de nós, estaremos juntos para servir o Brasil. Agora, aliança se faz em termos de programa de governo projeto de desenvolvimento e compromissos a serem cumpridos em benefício da nossa população."

O governador afirmou também que está disposto a fazer acertos regionais para que a aliança tenha sucesso no plano nacional. Hoje, o PFL tem candidatos a governo em dez Estados, o que dificulta um pouco a coligação com a manutenção da verticalização. "Onde pudermos estar juntos, também na eleição estadual, será melhor. Até porque essa eleição é casada", explicou Alckmin, referindo-se ao pleito que também envolverá as eleições para o Senado, Câmara Federal e Assembléias Legislativas.

Apesar de tratar a questão da coligação diretamente com o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), Alckmin afirmou que deve procurar o prefeito do Rio, até agora o único pré-candidato pefelista à Presidência da República. "A conversa toda é com a direção do partido, com o presidente Jorge Bornhausen, mas vamos conversar com todas as lideranças, principalmente com o prefeito César Maia", finalizou.