O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, negou hoje, em sabatina do Grupo Estado, que tenha feito um acordo com José Serra e Aécio Neves, companheiros de partido e possíveis candidatos a presidente em 2010, para o fim da reeleição. Segundo ele, a reeleição não é um problema e sim o uso que certos políticos fazem dela. "A emenda constitucional da reeleição não foi regulamentada até hoje. Temos vistos abusos flagrantes e utilização da máquina pública.

Alckmin afirmou que se a emenda não for regulamentada, ajudará a acabar com a reeleição. "Tudo se faz em véspera de eleição. Se não forem estabelecidos limites, vou apoiar o fim da reeleição.

Questionado sobre a possibilidade de ser ultrapassado pela candidata Heloísa Helena (P-SOL), Alckmin disse que respeita a adversária. "Acho uma pessoa séria, corajosa, autêntica, por quem tenho grande respeito. Ela vai trabalhar para tentar chegar ao segundo turno, eu também. E nisso, nenhum problema. Ela ajuda o processo eleitoral, como eu também ajudo.

Alckmin afirmou também que a rede de assistência social, de que o governo Lula se vangloria, foi criada pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Destacou ainda que o principal erro do atual governo foi ter tirado destes programas de assistência a contrapartida que se exigia anteriormente.

Ele citou como exemplos o Bolsa Escola, que tinha como contrapartida ao recebimento do auxílio financeiro por famílias de baixa renda, a manutenção dos filhos na escola, e o Programa para Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil (Peti), que exigia que as crianças não trabalhassem para o recebimento da bolsa. O candidato disse que pretende ampliar esses programas, mas frisou que "o caminho é o emprego, a renda e o trabalho", medidas que auxiliem a população a sair desta situação.

Alckmin afirmou ainda que seu programa pretende diminuir a desigualdade de riquezas entre os Estados. Para isso, pretende recriar a Sudene, "de forma transparente e séria", e realizar fortes investimentos na região nordeste.

Quando indagado sobre de onde tiraria recursos para tantos investimentos, o candidato citou as parcerias com o capital privado e aproveitou para criticar a greve dos funcionários do Metrô, ocorrida ontem na capital paulista. "Nós fomos punidos por ser os primeiros a tirar as PPPs (Parceria Público-Privadas) do papel." Criticou também o governo Lula por não desenvolver essas alianças. "O governo não fez uma concessão. Nós vamos trazer a iniciativa privada".