Apesar do tom enfático que adotou no debate de ontem na TV Bandeirantes, ao cobrar questões éticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato da coligação PSDB-PFL à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (9) que a tônica da campanha no segundo turno será a economia. "A questão central é econômica, com discussões a respeito do crescimento, emprego, renda e trabalho. Além disso, precisamos discutir a séria crise da agricultura e a qualidade nos serviços públicos", frisou, na capital paulista.

Alckmin assegurou que a questão ética também deverá ser mantida em pauta, com a discussão de princípios e valores. O ex-governador de São Paulo afirmou que sua mensagem está sendo "muito bem entendida pelo povo brasileiro".

Na entrevista que concedeu, Alckmin disse que é um erro o adversário do PT trazer o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso para o debate eleitoral. "Ele (Lula) está com os olhos no passado, e temos de discutir o futuro", declarou. O ex-governador disse que está muito animado com a campanha do segundo turno e afirma que não mudou o seu estilo. "O meu estilo é o mesmo, eu gosto de falar as coisas na frente das pessoas", emendou.

Questionado sobre o processo que o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, disse que vai impetrar contra ele por causa das criticas feitas no debate de ontem, Alckmin disse apenas: "Nenhum comentário.

Alckmin informou que sua campanha de rua começará amanhã em Minas Gerais. "Começaremos por Minas Gerais e vamos percorrer todo o País, levando a nossa mensagem de confiança e que é possível o Brasil ir melhor", afirmou.