O candidato presidencial da coligação PSDB-PFL, Geraldo Alckmin, responsabilizou o governo federal pelo desvio de recursos do Orçamento da União utilizados por prefeituras do País para a compra superfaturada de ambulâncias, no chamado esquema dos sanguessugas

Para Alckmin, não se trata de um fato isolado e o esquema de fraudes mostra a falta de controle sobre o dinheiro público. "Deputados são as filiais, mas a matriz é o governo federal. É de lá que sai o dinheiro, sai do governo federal. O ministério é que libera dinheiro e tem o dever de controlar e punir essa cadeia que se estabelece para tirar dinheiro da população.

O candidato afirmou que é "por isso que o Brasil está chegando a 40% da carga tributária e não tem dinheiro para fazer obras necessárias e melhorar a competitividade". Alckmin fez as declarações após se reunir com assessores de sua campanha eleitoral para discutir a elaboração programa do seu governo

Juros

Alckmin disse também, sobre as taxas de juros, que, em quatro anos de mandato, "dá para pôr a situação no rumo certo e, gradualmente, ir melhorando a situação fiscal e os gastos, e isso tem que ser feito em 1º de janeiro, pois, se não fizer, não se faz mais". O candidato afirmou não dispor de uma estimativa precisa sobre o patamar a que pretende reduzir os juros caso seja eleito presidente da República. "Não tenho o número cabalístico. Com uma política fiscal melhor, reduzindo gastos correntes e evitando-se desperdícios, pode-se ter uma política monetária e cambial menor", afirmou. "O Brasil não pode ter juros tão diferentes dos internacionais, não pode ter uma carga tributária diferente dos nossos pares. Não pode ter um câmbio e uma moeda tão valorizada em relação aos nossos concorrentes.