Rio de Janeiro – A América Latina deverá receber 28% dos US$ 12,1 bilhões que a Petrobras pretende investir no exterior entre 2007 e 2011. Em seguida, vêm a América do Norte, com 23%, e a África, com 16%. Para novos projetos, serão destinados  33%. Os investimentos nos 23 países em que a estatal atua foram detalhados, nesta segunda-feira (7), pelo diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró.

Dos 23% destinados ao Cone Sul, correspondendo a US$2,8 bilhões, a Argentina ficará com 84%, o Peru, com 8%, o Equador, com 4%, e outros países com mais 4%.

Segundo Cerveró, a Bolívia continuará recebendo os US$90 milhões previstos até 2011, apesar de as negociações com a estatal boliviana YPFB sobre o preço do gás não terem avançado. Cerveró disse que a manutenção desse valor é necessária para que a Petrobras alcance a produção de 30 milhões de m3 de gás por dia em 2019, conforme previsto em contrato. Hoje, 24 milhões de m3 do gás produzidos na Bolívia são destinados diariamente ao mercado brasileiro.

?Nossa intenção é permanecer na Bolívia. Esses investimentos já estão em andamento para a garantia do contrato. O que fizemos foi suspender os US$2 bilhões que seriam investimos a mais até 2011, que serviriam para aumentar em mais 30 milhões de m3 a produção diária?, explicou o diretor.

Quanto à produção de GNL (gás natural liquefeito), que tem a vantagem de dispensar os gasodutos para transporte, o destaque deve ficar com a Venezuela. Cerveró informou que, entre as parcerias que estão para ser concluídas com a estatal venezuelana PDVSA, está a criação de uma empresa de exploração e produção de gás na área de Mariscal Sucre, costa norte da Venezuela. Até o final do ano, o contrato já deverá ter sido assinado.

Nestor Cerveró disse que, a partir desse projeto, deverão ser produzidos 20 milhões de m3 por dia de GNL até 2011, que poderiam ter uma parte exportada para o Brasil. A participação brasileira no projeto é de 35% contra 65% da PDVSA, que será responsável pela comercialização do gás.