A Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB) insiste numa política mais agressiva do governo em apoio ao segmento das exportações, que calcula para o exercício corrente a realização de negócios da ordem de US$ 138 bilhões. O governo vai além e contabiliza US$ 152 bilhões, numa estimativa bem mais otimista.

A obtenção do superávit comercial de US$ 35 bilhões em 2006, segundo a AEB, se deveu ao crescimento em ritmo seguro da economia mundial, sobretudo à busca aparentemente inesgotável do mercado chinês pelas commodities produzidas em grande quantidade no Brasil. Nesse aspecto, foram também importantes para o desempenho da exportação de produtos brasileiros os mercados norte-americano, da União Européia e do Japão.

Com a troca de Luiz Fernando Furlan por Miguel Jorge, no Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior, o governo assinala que na agenda para o setor não haverá qualquer solução de continuidade. Mesmo que para isso tenha de apostar suas fichas mais preciosas na suposta ampliação da capacidade de nossos clientes preferenciais na absorção de matérias-primas, manufaturados e semimanufaturados aqui produzidos.

O governo tem margem suficiente para estimar saltos mais relevantes no comércio exterior, em futuro breve, tendo em vista o começo de um ciclo de investimentos no setor industrial, visando não mais a modernização da capacidade instalada, mas a ampliação da competitividade do produto brasileiro no mercado exterior. A conferir.