O Ministério de Minas e Energia determinou hoje (16) à Agência Nacional do Petróleo (ANP) que intensifique a fiscalização nos postos de gasolina e nas distribuidoras de combustível para verificar "eventuais movimentos especulativos" na comercialização do álcool. Após de fechar acordo com os usineiros, o governo quer agora conter uma alta do produto nas bombas e vai discutir com distribuidores e revendedores as margens de lucro que vêm sendo praticadas.

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Se ficar comprovado que há abuso nos preços, por exemplo caberá a ANP, segundo o ministério de Minas e Energia, "tomar as medidas legais cabíveis". Ainda não há data marcada para a reunião entre governo e distribuidores e revendedores de álcool, mas a expectativa é de que ela ocorra até sexta-feira.

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, fez questão de ressaltar, por meio de sua assessoria, que o acordo com o setor produtivo está sendo cumprido. Na semana passada, governo e usineiros fixaram o preço de R$ 1,05 para o litro do álcool anidro nas usinas na entressafra, que termina em abril. Mas a queda ainda não foi repassada para o consumidor.

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse que espera uma queda nos preços do álcool nas bombas ainda esta semana. "Acho que essa acomodação de preços é muito rápida, e ainda nesta semana espero que nós vamos ter o consumidor sendo beneficiado com esse processo."

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Segundo Rodrigues, não há razão nenhuma para que os preços na bomba subam. Ele disse que a responsabilidade do Ministério da Agricultura era de conversar com o setor produtivo e definir por consenso um mecanismo de preços para o etanol nas usinas. "Daí para a frente, é responsabilidade de outras áreas."

Com o acordo em torno do álcool anidro, que é misturado à gasolina, o governo esperava uma queda também nos preços do álcool hidratado, injetado diretamente nos tanques dos automóveis. "Acho que é uma acomodação de poucos dias. Eles deviam ter estoque guardado, ou algum compromisso negociado anteriormente que teve de ser cumprido até que as coisas se acomodassem."

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Segundo Rodrigues, os usineiros demonstraram maturidade, competência e entendem que o setor deve ser visto no longo prazo e não em uma questão meramente conjuntural. "Estou absolutamente tranqüilo quanto ao setor produtivo. A minha parte está feita."