A aviação militar brasileira tem um plano e um programa. O plano envolve a compra de um lote inicial estimado em até 26 caças supersônicos de 5ª geração, tão modernos que, nos países fabricantes, só agora começam a ser recebidos pelas forças aéreas ou ainda estão em fase final de desenvolvimento. Um contrato superior a US$ 1,3 bilhão, que vai exigir ao menos dois anos de definições e negociações.

Se o pedido fosse fechado nesta segunda, o modelo francês Rafale seria o escolhido. Eletronicamente avançado, compatível com os métodos de trabalho da Força Aérea Brasileira (FAB), robusto e coberto por ofertas oficiais de transferência de conhecimento sensível, associadas a um bom esquema de compensações comerciais, o jato não sai por menos de US$ 45 milhões. No Alto Comando há brigadeiros que consideram o F-35 Lightning, americano, uma solução melhor. A aeronave está fazendo seus primeiros vôos regulares. Só estará disponível para exportação após 2010. Não poderia ser mais avançado, pouco visível ao sistema de detecção. Leva armas em um compartimento interno. Por fora, correm o F-18 Super Hornet, o sueco Gripen e o russo Sukhoi-35. O problema com os produtos dos Estados Unidos, garantem oficiais da FAB, é o veto da Casa Branca à cessão de informação tecnológica.

O programa, esse sim, é mais urgente e objetivo. A pretensão é manter e expandir todas as iniciativas de revitalização da frota – dos aviões de combate prioritariamente. O pacote atualmente em execução está recebendo do governo investimentos estimados em US$ 2 bilhões e abrange a modernização de 53 caças AMX – os únicos do continente com capacidade de bombardeio estratégico -, a aquisição de 100 turboélices Supertucano, de ataque leve e treinamento, a revitalização de 8 quadrimotores de patrulha oceânica P-3 Orion, a aquisição de 12 cargueiros médios C-295 e a transformação de ao menos 56 supersônicos F-5E Tiger II, em média com 27 anos de uso, na versão F-5M.