A campanha do governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), à reeleição já arrecadou R$ 2.460.311, segundo o relatório parcial de contas do candidato entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O total de despesas de Aécio já soma R$ 458.259,06. Ele lidera com folga a disputa pelo Palácio da Liberdade: tem mais de 70% das intenções de voto, segundo as últimas pesquisas.

Já a candidatura de Nilmário Miranda (PT) pela coligação "A Força do Povo" conseguiu arrecadar apenas R$ 200 mil até o momento, menos de 10% do total levantado por Aécio. As despesas somaram R$ 42.886,50, sendo que os maiores gastos declarados foram com serviços prestados por terceiros (R$16.039) e locação de bens móveis (R$15.035). O candidato petista – que tem cerca de 7% das intenções de voto – já admitiu dificuldades para conseguir recursos para a campanha.

Nilmário disse no sábado que os doadores têm razão "em ficar mais cautelosos, exigir transparência e ter o compromisso de que os recursos serão utilizados de forma correta". Mas observou que acredita que terá uma arrecadação suficiente para sua campanha. "O dinheiro vai entrar na hora certa".

De acordo com o TRE, a candidata Vanessa Portugal (PSTU), da coligação "Frente da Esquerda Socialista", apresentou relatório com zero de arrecadação e zero de despesas.

Senado – Na disputa por uma vaga no Senado, o ex-governador Newton Cardoso (PMDB) declarou a maior arrecadação – R$ 460 mil – e gastos de R$ 133.108, 95. Ele disse, no entanto, que encontra dificuldades para conseguir doações e a maior parte corresponde a recursos próprios colocados na campanha.

O candidato Eliseu Resende (PFL) declarou receita de 130 mil e despesa de 106.082, 81. O vice-prefeito de Belo Horizonte, Ronaldo Vasconcelos (PV), declarou arrecadação de R$ 41.250 e gastos de 18.554, 81. No seu relatório, o candidato do PDT Omar Resende Peres Filho declara que até o momento sua campanha apresenta déficit: arrecadou R$ 114 mil e gastou R$ 117.020.