O recuo do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), na questão do aumento salarial dos deputados foi considerado hoje (03) "oportuno" pelo governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), que cobrou a mesma medida em relação ao projeto de lei que propõe o reajuste dos vencimentos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos últimos dias, Aécio elegeu a proposta de reajuste dos salários dos ministros do STF como alvo principal de suas críticas, argumentando que se ele for aprovado terá "um impacto devastador" nas contas estaduais.

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"Acho que ele (recuo) deve ocorrer também em relação aos salários dos ministros do Supremo, porque esses trazem um efeito cascata para o Estado", disse o governador mineiro, calculando em cerca de R$ 400 milhões o impacto do reajuste do Judiciário no custo com a folha de pagamento em 2005 e no próximo ano.

Aécio disse que o "Estado prefere investir esses recursos no seu desenvolvimento, na área da saúde, na área da educação, na área social". "Que essa medida sábia do presidente Severino possa ter também a sua conseqüência na proposta de alteração dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Eu acho que é uma vitória do bom senso", concluiu.

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