Os advogados dos principais presos nesta sexta-feira (13) na operação Hurricane já pediram o relaxamento da prisão temporária. Os advogados do desembargador José Eduardo Carreira Alvim, ex-presidente do Tribunal Regional Federal do Rio, e do genro dele, Silvério Nery Cabral, querem que seus clientes sejam libertados. Eles argumentam que os mandados de busca e apreensão da operação já foram cumpridos pela PF.

"Entendemos que a prisão temporária só se justifica para não atrapalhar as diligências de busca e apreensão. Como elas já foram encerradas, já pedimos a libertação. Até agora não soubemos o fato gerador da prisão temporária. Só tomamos conhecimento da íntegra da decisão do ministro (do STF) César Peluso no final da tarde", queixou-se o advogado do desembargador, Luiz Guilherme Vieira.

Sobre a acusação de envolvimento com jogos clandestinos, corrupção de servidores públicos e tráfico de influência, Vieira não quis se posicionar, alegando não ter sido ainda autorizado a conversar com os presos.

Nélio Machado, advogado do presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio, Capitão Guimarães, alegou que seu cliente ficou surpreso com a prisão e que o ex-bicheiro teria hoje uma vida regular. O advogado Luiz Marcello Pereira, primo do delegado federal Carlos Pereira, também preso na operação, contestou as acusações, apesar de não ser seu defensor. Ele afirmou que o delegado preocupa-se com a sua imagem porque é inocente e argumentou que o primo sempre teve boa reputação.