O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, disse nesta quinta-feira (19) que os advogados dos suspeitos de envolvimento na máfia do jogo, presos na operação Furacão, estão reclamando "sem razão" sobre a forma como o processo está sendo conduzido pela Polícia Federal. "Reclamam sem razão, porque o interrogatório está sendo feito na presença de advogados, em sala reservada, pelo tempo que desejarem. Essa é uma reclamação infundada", disse o procurador-geral, que participou da comemoração do Dia do Exército, no Quartel General da Força.

Mas o advogado de Virgílio Medina, um dos acusados, Renato Tonini, nega que a PF esteja colaborando nesse sentido. Ele disse que orientou o seu cliente a falar, em depoimento na PF, somente depois que ambos tiverem acesso à documentação apreendida na residência do acusado, e que puderem ter encontros reservados, com privacidade. "Eu pedi o direito à conversa reservada e aí eles (PF) me colocaram dentro do cartório, com a porta aberta e um policial de pé, do lado, me vigiando. Essa condição não é a que eu quero", resumiu o advogado.