O advogado do atacante Edmundo, do Palmeiras, Luiz Roberto Leven Siano, afirmou que na próxima semana entrará com pedido de penhora de bens do técnico do Santos, Vanderlei Luxemburgo, para o recebimento de cerca de R$ 750 mil, referentes a dois cheques sem fundos, no valor de R$ 200 mil cada, passados pelo treinador ao jogador em agosto e setembro de 1999.

No dia 16 de julho, a juíza da 25ª Vara Cível do Rio, Simone Gastesi Chevrand, não aceitou as alegações do técnico e o condenou em primeira instância.

Mas, antes de entrar com o pedido de penhora dos bens do técnico do Santos, o advogado explicou que irá esperar Luxemburgo ser notificado pela Justiça. E se o treinador não pagar ao jogador, o acionará novamente na Justiça.

"Ele vai ter que pagar mesmo tendo ainda chance de recorrer. E até acho muito difícil que tenha sucesso, porque o próprio Luxemburgo admitiu que contraiu um empréstimo com o Edmundo, mas não apresentou o comprovante de que pagou", disse Leven Siano. "O Luxemburgo apresentou uns comprovantes de depósitos em uma conta de uma loja de carros que não possui nenhuma relação com o Edmundo.

De acordo com o advogado, apesar da dívida ser de 1999, Edmundo somente entrou na Justiça neste ano porque senão a dívida iria prescrever. "Entramos faltando um dia para que isso acontecesse.

A disputa judicial começou porque o jogador alegou que o técnico do Santos não saltou o pagamento de um empréstimo de R$ 400 mil realizado em 1999.

Luxemburgo não concedeu entrevistas nesta quinta-feira (3), no CT Rei Pelé, em Santos. Ele apareceu com o rosto inchado, em decorrência de uma cirurgia dentária.