Advogada presa nega relação com PCC na CPI

A advogada Valéria Dammous negou há pouco, em audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Armas, qualquer envolvimento com a facção criminosa PCC. Ela disse que tem trabalhado como mediadora em rebeliões em presídios da região de Presidente Prudente (SP), e admitiu que atuou como advogada para algumas pessoas acusadas de fazer parte de facção, mas nunca teria perguntado aos clientes sobre a veracidade dessa acusação.

Dammous negou, inclusive, a veracidade do depoimento que deu à polícia de São Paulo na ocasião de sua prisão, reconhecendo que tinha trabalhado para o PCC. Disse que na época estava "confusa".

Execução de agentes

Contudo, o relator da CPI, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ressaltou que há "indícios consistentes" de que a advogada trabalhou para a facção e teve participação na segunda onda de rebeliões no estado de São Paulo, inclusive tendo repassado ordens de execução de agentes penitenciários.

Valéria Dammous outra vez negou a acusação. Ela alegou que a polícia realmente encontrou dados que mostram ter recebido ordens de passar recados de presos clientes para outras pessoas, mas não teria cumprido a determinação.

Diante da sugestão de que a reunião da CPI fosse reservada, a advogada rejeitou a proposta, argumentando que não tem "nada a esconder".

A audiência da comissão ocorre na Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal, no DF.

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