Uma advogada foi presa, nesta terça-feira (21), no momento em que tentou subornar policiais militares da Companhia de Polícia de Choque da Polícia Militar, em Curitiba. Ela ofereceu R$ 5 mil para que as equipes liberassem o cliente dela, preso acusado de tráfico de drogas. Silvia Leontina Moro Pires, de 51 anos, o cliente dela, Maurício Teixeira da Silva, de 31 anos e Ronaldo de Lara Martins, de 19 anos, detido por envolvimento com tráfico, foram encaminhados ao 5º Distrito Policial. O caso está sendo acompanhado pela Promotoria de Investigação Criminal do Ministério Público e pela seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil.

A ocorrência teve início com a denúncia ao telefone de emergências 190, de que estava havendo tráfico de drogas próximo de um colégio no Bairro Alto, em Curitiba. Com autorização da proprietária da casa, os policiais entraram no local, e, na abordagem a Maurício, contra quem pesava a denúncia de tráfico, foi encontrado com ele R$ 4.138 em dinheiro, além de uma bucha de maconha. Como boa parte do dinheiro estava em notas miúdas, os policiais insistiram na averiguação e, ao verificar no sistema, constataram que o detido tem passagens por tráfico, além do nome dele aparecer como réu preso em um processo da mesma natureza.

Os policiais então foram até a casa do detido para buscar documentação e verificar a denúncia de que haveria droga escondida na residência. Neste momento ele ofereceu o dinheiro de que estava de posse para que os policiais o liberassem. ?Foi quando ele fez a primeira tentativa de suborno?, afirmou o aspirante a oficial da PM, Antônio Carlos dos Santos, que atua na Rone (Rondas Ostensivas de Natureza Especial). ?Neste momento foi dada voz de prisão ao mesmo, por corrupção ativa?, explicou ele. Foi quando chegou a advogada, que tentou, igualmente, subornar os policiais, oferecendo dinheiro para que o cliente dela fosse liberado.

Sílvia conversou com o tenente Carlos César de Souza Peres, que trabalha no Canil Central da Companhia de Polícia de Choque e que dava apoio na ocorrência. Ele estava acompanhado do soldado Rogério Knaipp, que gravou a conversa através do telefone celular. ?Neste momento a advogada foi presa, acusada do mesmo crime do seu cliente. Ela ofereceu R$ 5 mil para liberação dele?, disse o tenente, explicando que a OAB foi acionada para que acompanhasse o encaminhamento da profissional até o Distrito Policial para lavratura do flagrante. Da mesma forma, dois promotores da Promotoria de Investigação Criminal do Ministério Público passaram a acompanhar o caso.