Convocado por Dunga para o confronto contra Portugal, amanhã, em Londres, Adriano será a atração no retorno à seleção brasileira, após o fracasso na Copa do Mundo, de insucessos na Internazionale e de vários episódios que conturbaram sua vida particular.

Prestes a completar 25 anos, no dia 17, Adriano chega à seleção sob as bênçãos de Dunga. ‘Ele passou por um momento delicado, mas está voltando à forma.’ Ao classificar de ‘delicado’ o ano de 2006, o técnico quis ser gentil. Na realidade, a última temporada foi desastrosa para o jogador.

Os insucessos começaram no Mundial, quando Adriano se apresentou acima do peso e teve uma atuação aquém das expectativas. Depois, perdeu a condição de titular na Internazionale e chegou a ter cogitada sua transferência para o Real Madrid.

Sem fazer gols desde março, veio passar alguns dias no Brasil – e se esbaldou na noite carioca. Em dezembro, recebeu o troféu bidone d’oro 2006 (perna-de-pau de ouro de 2006) dos ouvintes de uma rádio italiana.

A reação começou com a ida de sua mãe, Rosilda, para Milão e a quebra do jejum de gols, em 23 de dezembro. O presidente do clube, Massimo Moratti, resumiu o momento: ‘Parecia um jogador acabado. O clube e a comissão técnica souberam como tratá-lo e ele também se sacrificou.

Adriano não esconde a felicidade por ter dado a volta por cima. ‘Agora, estou marcando e isso me permite sorrir. Quero seguir trabalhando.