Foto: Ciciro Back
Foto: Ciciro Back

Marcação implacável garantiu o título para o ACP, na final contra o Paraná Clube.

16 anos depois, uma equipe do interior volta a conquistar o maior campeonato estadual de futebol do Paraná. Na tarde deste domingo (6), com um empate histórico sem gols diante do Paraná Clube, na Vila Capanema, o Atlético Clube Paranavaí quebrou a hegemonia dos clubes da capital e coroou com o título uma campanha irrepreensível durante todo o certame. O último clube do interior a conquistar o Paranaense, havia sido o Londrina, que derrotou o União Bandeirante, em 1991. Já a última equipe fora da capital que comemorou um título em Curitiba foi o Grêmio Maringá, em 1977.

Jogando com personalidade e a autoridade de campeão, o ACP, que havia eliminado o Coritiba nas semifinais, soube segurar o Paraná, mostrando porque não foi batido por qualquer equipe da capital. A segurança na defesa, propiciada pelo eficiente esquema tático construído pelo técnico Amauri Knevitz, não deu chances ao Paraná que não demonstrou qualidade para furar o bloqueio imposto pelo time de Paranavaí e chegar à meta defendida pelo goleiro Vanderlei.

Com o apoio da torcida, que compareceu em peso ao Estádio Durival de Brito e Silva, o Tricolor partiu pra cima do ACP desde o início da partida. Entretanto, a equipe do técnico, Zetti, que precisava da vitória para ficar com o troféu, atacava de forma desordenada, insistindo nas jogadas individuais do meia Dinelson.

A primeira chance do Tricolor aconteceu aos seis minutos de jogo. Dinelson, na habilidade, invadiu a área e tocou de canhota. A bola bateu na rede pelo lado de fora. Dinelson ainda teve uma nova oportunidade aos 17 minutos. Na falha de Tales, Josiel invadiu a área e tocou para o camisa dez, que livre de marcação, mandou pra fora.

Na pressão, o Paraná quase chegou com Gérson. Depois da jogada de Daniel Marques, Josiel colocou o atacante na cara do gol, que novamente jogou a oportunidade de abrir o marcador pela linha de fundo. O Vermelhinho só respondeu aos 38, num contra-ataque, com Gilberto, que mandou a bola tirando tinta da trave direita do goleiro Flávio.

Com a marcação do ACP colocada mais à frente, o Paraná levou perigo apenas no final do primeiro tempo. No cruzamento na área, Gérson mandou pra fora de cabeça.

Na segunda etapa, o Paranavaí voltou para consolidar o empate. Com os jogadores ocupando os espaços e impedindo o setor de criação do Tricolor tocar na bola, o ACP esperava o momento certo para contra-atacar.

Por outro lado, o Paraná era só pressão. Aos 21 minutos, Vinícius Pacheco recebeu pela ponta esquerda e bateu pro gol. Aos 30, Josiel mandou de bicicleta. Aos 31, Leo Matos quase marcou por cobertura. Aos 36 Joelson mandou de cabeça. E aos 42, Lima tentou mandar pras redes de cabeça.

Entretanto, em todos os lances o goleiro Vanderlei estava lá para garantir o resultado favorável para o ACP. Seguro na meta, Vanderlei deu tranqüilidade para a defesa e foi providencial quando preciso.

O Vermelhinho, que havia desperdiçado com Thiago, poderia ter liquidado a fatura aos 44 minutos. Márcio arriscou de fora da área e Flávio, com uma grande defesa, salvou o Tricolor da derrota, mas não impediu que a equipe visitante desse a volta olímpica em plena Vila Capanema.

Agora, o Paraná volta suas forças para a Copa Libertadores da América. Depois de perder o título estadual para o ACP, o Tricolor tem a difícil missão de reverter a vantagem do Libertad, no Paraguai. Os comandados do técnico Zetti precisam vencer por dois gols de diferença para avançar às quartas-de-final da competição continental.