O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Júlio Sérgio Gomes de Almeida, rechaçou a avaliação de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, teria sofrido uma grande derrota com a decisão do governo de aumentar para R$ 380,00 o valor do novo salário mínimo. "Não é verdade", disse o secretário, ao chegar esta manhã ao Ministério da Fazenda, em Brasília.

Gomes de Almeida disse que a vantagem do acordo entre as centrais sindicais e o governo, que definiu o aumento, é que ele contém uma regra de longo prazo. "Se nós tivéssemos (a regra) tempos atrás, não teríamos o aumento que tivemos na nossa despesa corrente", afirmou o secretário.

O secretário negou ainda que o adiamento do anúncio do pacote de medidas para o crescimento se deve à insatisfação do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, ou ao fato de que as contas não fecham. "Não tem nada disso. É só uma questão de oportunidade. Juro por Deus", afirmou o secretário.

Segundo ele, esse período do ano, de festas natalinas, é muito "atropelado" e por isso o governo decidiu adiar a divulgação para o início de 2007. Júlio Cesar disse que o pacote já estava praticamente pronto. "O pacote, se tivesse uma virada grande, estaria pronto hoje ou no mais tardar amanhã. Não tem nada a ver com insatisfação ou que a conta não fecha", disse o secretário.